Poesia
A culpa é tua se dizes sempre o mesmo nome
se tens sempre a mesma idade
e a mesma casa
se quando revelas a tua identidade
é impossível que o céu te expluda
e que te acudas de incertezas
e de novos buracos.
A culpa é tua se ainda não morreste,
se nunca te atrincheiraste à espera
de uma bomba que te mude os olhos
se nasces sempre no mesmo dia.
Não te aflijas.
Estás sempre a tempo de não
dormir na mesma posição
com a mão aberta em esmola
Também me custa sobreviver a estes dias
mas o que ainda não chegou
é infinito.
Poema da Cláudia R. Sampaio
Do livro “Já não me deito em pose de morrer” (poemas escolhidos)
Na Porto Editora
se tens sempre a mesma idade
e a mesma casa
se quando revelas a tua identidade
é impossível que o céu te expluda
e que te acudas de incertezas
e de novos buracos.
A culpa é tua se ainda não morreste,
se nunca te atrincheiraste à espera
de uma bomba que te mude os olhos
se nasces sempre no mesmo dia.
Não te aflijas.
Estás sempre a tempo de não
dormir na mesma posição
com a mão aberta em esmola
Também me custa sobreviver a estes dias
mas o que ainda não chegou
é infinito.
Poema da Cláudia R. Sampaio
Do livro “Já não me deito em pose de morrer” (poemas escolhidos)
Na Porto Editora